Pib de 2018 é visto com otimismo moderado!

   PIB DE 2018 É VISTO COM OTIMISMO MODERADO

Economistas e analistas de mercado estão cautelosamente otimistas com a economia, o que se reflete nas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do próximo ano.
As estimativas de analistas reunidas pelo Banco Central para 2018 cresceram pela terceira semana consecutiva, mas ainda podem ser consideradas comedidas, em 2,3%.
A avaliação geral é que a recuperação econômica está em curso e deve ter continuidade, mas a falta de fôlego do mercado de trabalho, além de incertezas que devem preceder a sucessão presidencial de 2018, ainda não autoriza números mais fortes.
“O otimismo existe, mas falar em alta de 4% para o PIB do ano que vem parece um sonho”, diz Marco Casarin, economista-chefe para América Latina da consultoria inglesa Oxford Economics.
As previsões para este ano estão melhores, diz, muito influenciadas por preços em níveis historicamente baixos -as expectativas para inflação estão abaixo de 3% pela primeira vez no ano- e os efeitos positivos disso sobre a renda dos consumidores.
A economia também se beneficia do cenário externo bastante favorável aos emergentes, com dólar sob controle e commodities em alta.

    Os próximos trimestres, no entanto, podem enfrentar mais turbulências. Os preços das commodities devem se estabilizar Casarin diz ainda que o crescimento do. PIB entre 3,5% e 4% em 2018 exigiria que o consumo repetisse o desempenho do segundo trimestre, quando cresceu 5% em termos anualizados.
“Fora que nada me faz pensar que, diante de uma eleição tão incerta, vai ter investimento crescendo a dois dígitos”, diz o economista.
João Pedro Ribeiro, economista do banco Nomura, em Nova York, diz que o termo otimismo ” requer contexto”.
Ele prevê alta de 2% para o PIB de 2018 e diz que o viés é de alta, ao se levar em conta os últimos sinais do Banco Central sugerindo juros baixos pelo menos até 2020.
Para Ribeiro, o país de fato entrou em trajetória de crescimento mais sólida, mas alguns entraves se mantêm, como a lenta recuperação do mercado de trabalho.
Rodolfo Margato, do Santander, espera alta de 2,5% para o PIB de 2018 e diz que uma expansão acima disso dependeria do comportamento do investimento.
Para ele, o pacote de concessões em infraestrutura e os cortes mais agressivos do juro são pontos positivos, mas a fragilidade da construção civil e o nível de utilização da capacidade instalada das empresas, hoje bem abaixo da média, desautorizam um avanço mais forte dos investimentos na economia.
O Itaú começou o ano com alta de 4% para o PIB de 2018, revisou o número após o cenário político ter colocado em xeque o avanço das reformas e acha difícil voltar atrás.
Artur Passos, economista do banco, diz que as concessões são elemento importante para a retomada da atividade, mas seria preciso que envolvessem desembolsos efetivos já no próximo ano, o que ainda é incerto.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, lembrado como um dos economistas mais otimistas para 2018, diz que a previsão é mesmo de crescimento mais forte, mas uma alta de 4% será vista apenas no último trimestre de 2018.

 

 

 

 

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