DIESEL NOS POSTOS

Paralisação dos caminhoneiros

Visão geral do movimento

Houve no mês de maio de 2018 uma paralisação histórica, onde uma maioria esmagadora de caminhoneiros aderiu ao movimento, causando uma repercussão mundial.

Um dos maiores intuitos de tal movimento era a diminuição do valor do diesel que vinha sofrendo aumentos diários vindos das refinarias e importadoras, aumentos esses que vinham sendo repassados aos consumidores chegando a refletir nos postos de combustível com valores recordes de até R$3,828.

Durante o período de paralisações, na tentativa de reverter a situação o governo assinou alguns acordos para que algumas das reivindicações fossem atendidas, na intenção de restabelecer o transito normal de cargas pelas estradas do país.

No momento já se passaram quase dois meses do fim da paralisação com promessas do governo, porém teriam sido atendidas todas as promessas realizadas na época para que a greve chegasse ao fim?

Principais reivindicações

Uma das principais reivindicações expostas pelo movimento eram a diminuição no valor do diesel, que vinha sofrendo ajustes desde o ano de 2016 dando um salto no período 2016-2018 de cerca de 125% no valor praticado ao consumidor nos postos.

Outra reivindicação no momento foi a isenção de pedagio para o eixo suspenso dos caminhões, eixo esse que apenas toca o chão caso o caminhão esteja carregado, porém vinha sendo cobrado nas praças de pedágios mesmo com o veiculo descarregado.

Outro ponto indicado foi o “tabelamento do frete”, onde a Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabeleceu uma tabela com base na distancia percorrida, indicando valores mínimos a serem praticados no frete, medida esta que foi criticada por muitos.

Destas reivindicações destacadas, ambas as três foram aceitas pelo governo para que a paralisação que vinha se instalando por todo o país a vários dias fosse cessada e o transporte rodoviário de cargas fosse restabelecido a normalidade.

O que mudou de fato

A isenção de cobrança nas praças de pedagio para o eixo suspenso entrou em vigor ainda no mês de maio em alguns estados, porém em muitos lugares existe a ameaça de um aumento no valor geral do pedágio para “compensar” a diminuição de receita.

O tabelamento de frete também entrou em vigor ainda em Maio, mesmo sofrendo resistência de muitos lados sendo alvo de muitas criticas. A tabela estabelecida terá validade para o semestre, sendo assim será calculada uma nova tabela de valores mínimos até o dia 20 de janeiro e outra até o dia 20 de junho de cada ano.

A diminuição do valor do Diesel nas bombas ocorreu de forma gradativa, durante o acordo com o governo foi prometido uma queda de cerca de R$0,46 para tanto o governo se propôs a diminuir a cobrança de impostos sobre o combustível e bancar um subsidio de R$0,30 por litro porém, até o momento a diminuição de valor ainda esta abaixo do prometido. Após cinco semanas consecutivas de quedas, foi apresentado um aumento de cerca de 0,1% no valor médio presente nos postos por todo o país.

 

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